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30 de setembro de 2014

COMO SABER SE TEM ALGUÉM ROUBANDO MINHA CONEXÃO WI-FI?

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COMO SABER SE TEM ALGUÉM ROUBANDO MINHA CONEXÃO WI-FI?
Uma das maiores comodidades que a conexão wireless trouxe para os usuários é a possibilidade de acessar a internet em qualquer lugar (shopping, cafés, lojas, mercados) sem a necessidade de cabos conectados aos aparelhos. O resultado disso é o acesso facilitado a informações e muito mais mobilidade para as pessoas.
Com a popularização da conexão sem fio, não demorou muito para que os mais diversos aparelhos passassem a oferecer suporte à Wi-Fi. Com isso criou-se, entre os usuários, a necessidade de ter um roteador wireless em casa.
O problema é que assim como você consegue se conectar em redes sem fio de um shopping, por exemplo, pode ser que o seus vizinhos também estejam conectados à sua rede, “roubando” sua banda ou acessando pastas e arquivos.
Como descobrir se tem alguém utilizando sua internet sem o devido consentimento? Neste artigo você confere algumas dicas e soluções para não deixar que nenhum “trombadinha” de Wi-Fi atrapalhe sua navegação na internet e comprometa sua segurança.
Luzes do roteador
Embora esse não seja um método muito preciso ou recomendado, ele pode ser útil para um primeiro diagnóstico, rapidamente indicando se há alguém roubando sua internet. Ele consiste basicamente em analisar as luzes do seu roteador.
Normalmente esses aparelhos possuem luzes que indicam o tráfego pela rede. Essas luzes piscam de acordo com a quantidade de dados que está sendo transferido pelo roteador. Para usar esse método é preciso desligar todos os aparelhos com conexão wireless da casa e verificar se a luz de tráfego continua piscando.
Caso o LED indicativo pisque freneticamente mesmo com todos os aparelhos com conexão sem fio desligado, as chances de ter alguém utilizando sua internet é grande. Porém, antes de tomar medidas mais drásticas, utilize um dos outros métodos apresentado neste artigo para ter certeza.
Lista de aparelhos
A central de configurações do roteador pode ser muito útil para verificar se tem algum aparelho não autorizado conectado à sua rede. O endereço IP para acesso à central de configurações é diferente para cada tipo de roteador. Uma maneira de descobrir qual IP acessar é utilizando o prompt de comando.
Pressione o atalho "Win+R" e, na tela que aparecer, digite “cmd”. Agora, na linha de comando, digite “ipconfig” e procure pela linha “Gateway Padrão”. Normalmente o IP indicado nessa linha é aquele que dá acesso às configurações do roteador.
Uma vez que você tenha o endereço de IP em mãos, digite-o na barra de endereços do seu navegador, insira o nome de usuário e senha de acesso ao roteador e aguarde até que a tela de configuração carregue.
Novamente, os roteadores são diferentes uns dos outros, então, em cada fabricante e modelo a lista de dispositivos conectados é encontrada em um lugar diferente. Porém, as empresas seguem um padrão de nomenclatura. Dessa forma, para encontrar a relação de aparelhos reconhecidos na rede, procure por opções como “Device List”, “Attached Devices” ou “My Network”.
As listas normalmente fornecem o MAC address e o endereço IP dos aparelhos conectados. Compare os dispositivos presentes na relação com os eletrônicos que você possui em casa e que permitem acessar a internet. Ao final da comparação, caso tenha sobrado algum item na lista, pode ser que ele combine com a placa wireless do seu vizinho.
Monitorando através de software
Caso você não queira acessar as configurações do roteador para descobrir se alguém está usando sua internet indevidamente, é possível utilizar aplicativos desenvolvidos exclusivamente para o monitoramento da rede.
Para gerenciamento, monitoramento e segurança de redes sem fio, duas boas opções de programas são o Zamzom Wireless Network Tool Basic Version e WiFi Manager, ambos gratuitos e de fácil utilização.
O monitoramente da rede, de uma forma geral, pode ser feito utilizando programas como o BitMeter, Wireshark, NetWorx e muitos outros. Com eles, você pode acompanhar o tráfego de dados na rede e verificar se o fluxo de informações não está maior do que deveria. Alguns deles, inclusive, permitem que você veja quais dispositivos estão consumindo mais banda.
Se estiverem roubando internet, o que fazer?
E se você chegar à conclusão de que realmente estão usando sua internet sem a devida permissão, o que fazer? A primeira atitude é proteger sua rede, inserindo senhas e filtros de acesso.
Um dos melhores métodos de proteção é filtrar o acesso por meio do MAC address das placas. Como o endereço físico dos dispositivos funciona como se fosse uma impressão digital, ou seja, é único, portanto, limitar o acesso à rede por meio deles é uma ótima opção.
Outra alternativa é trocar as senhas para WPA2-AES, que é mais segura do que as demais. Trocar a senha em si também pode ser uma solução. Vale lembrar que uma boa senha é composta por números, letras e caracteres especiais, além de não terem ligação alguma com a vida pessoal do usuário.
Todas as dicas para criar filtros baseados em MAC address, criar boas senhas e melhorar a segurança da sua rede doméstica podem ser encontrados nos artigos abaixo.
• Aprenda a criar uma senha mais segura
• Não deixe que os vizinhos roubem sua conexão wireless sem a devida permissão
• Aprenda a configurar redes sem fio
Agora é só investigar e tomar as devidas providências para que ninguém acesse sua rede e prejudique sua navegação na internet. 

fonte

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23 de julho de 2014

computador bloqueado pela policia

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Você cometeu um crime na Internet. E vai ter que pagar caro por isso. Pelo menos se acreditar na mensagem exibida por um vírus russo que está se espalhando no Brasil e em outros países, sendo capaz de exibir a mensagem de alerta em 19 idiomas. Ele acusa o internauta de ter baixado software pirata e material pornográfico (que não é ilegal, mas está incluso no alerta mesmo assim).
Você cometeu um crime na rede, diz imagem exibida por vírus.
Imagem trava o computador até que o usuário faça uma ligação Premium. (Foto: erutan9/FLD)
O golpe é classificado como ransomware. Ramsonware é programa malicioso que toma o controle do seu computador e pede um resgate — na forma de uma chamada telefônica para um número Premium — para devolver o acesso a você. Nas chamadas para números Premium, parte da tarifa vai direto para a conta do dono do número.
É claro que uma investigação policial verdadeira não acontece magicamente — você não está sendo monitorado pelo FBI ou pela Polícia Federal 24 horas por dia. Exceto, claro, se você já estiver sob investigação. Eles também não vão bloquear seu computador e exigir que você disque para um número para se livrar das acusações. Mesmo assim, esse tipo de vírus tem tido sucesso em diversos países do leste europeu, e até variações para celular são “populares” na Rússia.
A forma mais comum de contágio é através da instalação de falsos programas antivírus ou falsas atualizações para o navegador. Ao clicar no OK e imaginar estar se protegendo, na verdade está instalando o programa seqüestrador.
Para se proteger, basta seguir as mesmas dicas comuns a qualquer vírus: manter softwares atualizados, antivírus atualizado e não executar qualquer software sem antes verificar sua legitimidade.

7 de junho de 2014

DUBAI: O MAGNATA DAS ESCOVAS DE DENTES (golpes na net)

--> DUBAI: O MAGNATA DAS ESCOVAS DE DENTES
Uma mensagem perdida na minha caixa de spam trazia um título pomposo: Equity Investment Portfolio, ou portfólio de investimentos em valor. O remetente era ninguém menos do que Sua Excelência Ahmad Humaid al Tayer, diretor do Centro Financeiro Internacional de Dubai (DIFC). O DIFC existe de verdade, e Humaid também - assumiu o cargo em novembro de 2009, o que foi bastante noticiado pela imprensa árabe.

Mas seu e-mail imediatamente despertou suspeitas. Humaid se dirigia a mim com uma informalidade incomum, que não combina com as transações financeiras de verdade - a mensagem começava com um simpático greetings ("saudações"). "Desejamos investir em homens de negócio e empresas com boas ideias. O fundo será desembolsado com base em um empréstimo com taxa de juros de 4,5% anuais." Uma pessoa que não me conhece quer emprestar dinheiro, e a uma taxa de juros abaixo do mercado. Estranho.

Como demorei para ver a mensagem, respondi com 5 meses de atraso. Mas Humaid não se importou. Pelo contrário. Respondeu bem depressa, todo empolgado. "Aprecio sua resposta imediata, sua determinação e coragem em cooperar conosco." "Os negócios aqui são bem diferentes dos do mundo ocidental. Somos bastante rigorosos."

Para que eu fosse aceito, deveria abrir uma empresa nos Emirados Árabes. O e-mail também trazia um arquivo anexado: um contrato de parceria, com o logo do DIFC e aspecto convincente. "Ele segue os padrões de um contrato. Descreve as partes envolvidas, o objeto da negociação, remuneração, local, obrigações e causas de rescisão", avalia a advogada Cibelle Demattio. Pedi que Humaid me apresentasse alguns exemplos de parcerias bem-sucedidas, a fim de me deixar mais seguro. Ele respondeu dois dias depois, fugindo da raia. "Estou viajando, em um compromisso aqui no Reino Unido", disse. Mentira. Uma perícia revelou que a mensagem usava um endereço eletrônico das Ilhas Maurício. Humaid provavelmente também não estava lá; só tinha forjado essa informação para dificultar sua localização pela polícia.

Assinei o contrato e devolvi a Humaid. Oito horas depois, ele mandou um novo arquivo, que pedia informações minuciosas da minha empresa. Foi então que inventei a Cerda Verde. Apesar do nome infeliz, ela tinha uma premissa boa: fabricar escovas de dentes sustentáveis, cujas cerdas pudessem ser trocadas (evitando que as pessoas jogassem os cabos no lixo sem necessidade). Para criar números e dados verossímeis, tive a ajuda de um contador. Preenchi todos os 53 dados solicitados, como vendas, capital líquido e número de funcionários, e enviei o documento. Alea jacta est. "Caro Henri Arthur", respondeu Humaid. "Após a reunião de nosso conselho ontem às 14h45, é de seu interesse saber que sua proposta foi aprovada." "Aconselho o senhor a fazer negócios na Zona Franca de Ajman [um menor e bem menos badalado emirado do país], por suas condições fiscais. Procure o Dr. Kennedy Mamud, na corretora Kennedy Mamud, cujo e-mail é kennedymamud@mail2finance.com."

Enviei 4 mensagens ao tal Kennedy, que só respondeu várias semanas depois. Ele descrevia os tipos de licença que poderia me vender, fazendo uma cansativa propaganda das vantagens de Ajman (onde há menos burocracia). E pedia US$ 4 500.

Se você fizer uma busca na internet, encontrará os nomes dos dois em fóruns antifraude. Kennedy não existe, e Humaid é apenas um golpista que se passa pelo verdadeiro diretor do DIFC. Mandei um e-mail perguntando, delicadamente, sobre isso. Eles não só negaram tudo como julgaram válida e pertinente minha preocupação. "Sua suspeita é bem-vinda (...) mas este gabinete está acima de golpes desse nível. Não temos nada a ver com esses links." Depois disso, meus amigos árabes simplesmente sumiram.

E eu continuo pobre, à espera de um e-mail que me torne rico - ou que pelo menos me ajude a lançar as revolucionárias escovas Cerda Verde.

"Os negócios aqui são bem diferentes dos do Ocidente. Nós somos bastante rigorosos."
Mensagem enviada por Sua Excelência Ahmad Humaid al Tayer, diretor de um centro financeiro em Dubai. Ele queria me emprestar dinheiro.
 http://super.abril.com.br/tecnologia/caimos-golpes-internet-611048.shtml





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HONG KONG: A FORTUNA DO GENERAL IRAQUIANO (GOLPE NA NET )

-->  HONG KONG: A FORTUNA DO GENERAL IRAQUIANO
"Eu me chamo Wong Chu e tenho uma proposta de negócio de US$ 30,5 milhões que é mutuamente vantajosa. Para maiores informações, contate-me em wongchu34@yahoo.com.hk." Era isso que dizia o e-mail que poderia mudar minha vida. Respondi no ato e recebi uma mensagem dois dias depois. Me chamando de "amigo", Wong se disse diretor do DBS Hong Kong, um dos maiores bancos da Ásia. Segundo ele, eu teria direito a 40% do dinheiro, ou US$ 12,2 milhões. Como? "Nosso cliente, o general Zaiki Taha Abdel, veterano das Forças Armadas do Iraque e também homem de negócios, fez um depósito de US$ 30,5 milhões. Depois descobrimos que o general e sua família foram vítimas de um atentado. Ele não mencionou nenhum herdeiro em seu testamento", contou Wong. "Se ninguém se manifestar, esse dinheiro vai para o governo." A proposta era fazer de mim o herdeiro legal do militar. "Não há riscos. Só preciso da sua cooperação." Mas por que fui eu o escolhido, afinal? Wong só dizia que "o destino te abençoou ao colocá-lo no centro da minha vida". Então tá.

Respondi enviando os dados solicitados: nome, endereço, telefone, idade e profissão. Tudo inventado, claro - decidi que meu personagem, Henri, seria um jovem filho de empresários europeus. No e-mail seguinte, Wong disse estar com tudo pronto. "Só peço que me mande uma cópia do seu passaporte, a fim de termos mais confiança um no outro. Meu advogado cuidará de apresentar você ao banco." O chinês dizia que era importante ser discreto no momento da transferência da grana. "Qualquer transação internacional é rigidamente monitorada desde aquele caso (os atentados) de 11 de setembro nos EUA." Anexado, como prova de sua existência, um passaporte: Wong Chu, cidadão da República Popular da China, 46 anos. Superfalso, claro. Um rastreamento feito por um perito, que usou softwares de análise de rede, apontou que Wong não era chinês coisíssima nenhuma. Na verdade, seus e-mails vinham de um computador nos EUA.

Resolvi dar mais corda. Fiz um passaporte de mentira no Photoshop. Mas cometi o deslize de errar na idade. No passaporte, Henri é 28 anos mais velho do que eu havia dito a Wong. O chinês nem percebeu - ou não deu a mínima. Mandou mais um e-mail no qual revelava onde a porca iria torcer o rabo: "O senhor terá de assumir os custos da abertura da conta". Ahá. Para me convencer, Wong mandou o atestado de óbito do general iraquiano e o comprovante do depósito milionário que supostamente teria feito. Esse comprovante trazia um número de telefone, que em tese seria da agência do banco. A agência realmente existia, mas o número era falso.

Recebi novas instruções: eu deveria entrar em contato com Marshall Brodericks, do Natwest Online Bank, no Reino Unido. Por que outro banco, e em outro país? Escrevi a Marshall, que me passou as instruções. Eu teria de fazer dois pagamentos: um de 1 865 libras esterlinas em nome de James Mills, e outro para Javier Carlos (1 860 libras), ambos residentes em Londres. Fiz a transferência, mas me confundi no valor: mandei apenas 50 libras. Ops. Espero que entendam como um "sinal". Não foi o que houve. O chinês Wong e o inglês Marshall enviaram uma avalanche de mais de 40 e-mails solicitando a transferência do valor integral. Então enviei um outro comprovante, devidamente manipulado no Photoshop. No entanto, o arquivo que usei como modelo trazia uma marca-d’água com a palavra scam ("golpe", em inglês). Marshall não aceitou o documento, e questionou o termo. Inventei que se tratava de uma palavra do português arcaico, nome do meu banco. Foi o suficiente para ele perder as estribeiras. "Henri, o senhor está brincando. O comprovante é falso. Só fez o Sr. Wong perder seu precioso tempo. Estou muito desapontado." O digníssimo Wong também foi ríspido: "Poderia me explicar por que o senhor armou para cima de mim?" Foi o fim do sonho de me tornar milionário pela internet. Pelo menos me diverti às custas dos golpistas.

GALES: SOCORRO! ESTOU PRESA AQUI NO HOTEL
A mensagem veio num português capenga, que parecia gerado no tradutor do Google. "Viajei para um programa de emergência de investigação [?] no País de Gales e minhas malas e meu dinheiro foram roubados", dizia a desesperada Caroline Godoy d’Essen. Ela me pedia um empréstimo de 1 400 libras esterlinas (cerca de R$ 4 mil), que prometia devolver logo que conseguisse voltar para casa. Também informava o endereço do hotel onde supostamente estava retida - North Parade, 17, condado de Llandudno, País de Gales. Coitadinha. Respondi pedindo mais informações sobre a situação. Enquanto não recebia uma resposta, chequei no Google Maps o tal endereço. Era realmente um hotel: o elegante Osborne House, com diárias a partir de 145 libras.

No dia seguinte Caroline escreveu, em inglês, dizendo que estava em maus lençóis. "Preciso sair daqui o mais rápido possível, me responda para eu saber se poderei contar com sua ajuda." Eu disse que realmente queria ajudar, mas precisava de provas. Afinal, não queria ser vítima de um golpe na internet (he he). Pedi que ela enviasse uma foto ou o telefone do hotel. Caroline me passou o número do hotel por e-mail, e pediu com impaciência: "Quando é que você vai me ajudar?" Anexada à mensagem, uma foto dela. O caso está começando a esquentar.

Liguei para o número de telefone, mas o recepcionista informou que a sra. Caroline não se encontrava. Deixei recado e resolvi checar o número. Foi aí que percebi: o telefone que Carol havia me passado não era o mesmo do hotel. Estranho. Na mesma tarde, ela me escreveu dizendo que recebera o recado. "Resolveu me ajudar? Não me deixe sozinha nessa, preciso muito de você agora."

Um dia depois, o e-mail do Yahoo que ela vinha usando na conversa foi substituído por um Gmail. "Henri, meu e-mail foi invadido por hackers que estão tentando arrancar dinheiro dos meus parentes e amigos. Espero que você não tenha enviado nada." Hã? Seria mais um truque para me confundir? O que estariam querendo agora?

Digitei "Caroline d’Essen" no Google e me surpreendi com o que achei. Era uma jornalista, com colaborações para alguns sites e publicações da Holanda e do Brasil - entre elas a SUPER! Escrevi um e-mail cheio de perguntas em português, querendo saber se ela era jornalista, o que tinha acontecido etc. Desconfiada, ela respondeu em inglês, querendo saber de onde nos conhecíamos. Nosso link em comum era justamente a revista: Caroline, que mora na Europa, tinha o hábito de mandar reportagens de lá e se corresponder com os editores da SUPER. E, por isso, estava copiada em mensagens nas quais o meu e-mail também aparecia. Foi assim que os hackers me acharam. Mundo pequeno.

Esclarecida a situação, Caroline contou como os golpistas invadiram sua conta de e-mail. "Eu recebi um e-mail do Yahoo dizendo que precisavam recadastrar os usuários. Eles pediram meu login e senha, alegando que eu perderia o acesso ao e-mail se não me recadastrasse." Ela caiu no golpe e digitou a senha num site falso - que parecia o Yahoo, mas pertencia aos hackers. Pronto: com acesso à conta de e-mail, eles começaram a se passar por ela e enviar as mensagens. A foto usada pelos bandidos não era de Caroline, mas de uma amiga dela (e estava num e-mail que ela tinha recebido e guardado).

Caroline, que nunca foi ao País de Gales, ficou sabendo do golpe depois que começou a receber ligações de amigos e parentes preocupados. "Fiquei superestressada, ligando para bancos e mudando todas as minhas senhas", conta. A única coisa que ela conseguiu descobrir sobre os ladrões é que, supostamente, eles agiram de um computador localizado na Nigéria. Já segundo o especialista em segurança Mariano Miranda, que analisou os e-mails, eles foram enviados de Ebene, Ilhas Maurício. Mas é provável que a verdadeira localização dos golpistas não seja nenhuma dessas duas - existem ferramentas que permitem camuflar, com facilidade, a localização eletrônica de qualquer computador.

Passado o tumulto em sua vida, Caroline voltou a usar a internet normalmente. Enquanto isso, eu continuo respondendo spams. Vamos ao próximo.

"Resolveu me ajudar? Não me deixe sozinha nessa. Preciso muito de você agora."
Mensagem de Carol, que precisava de dinheiro para escapar.

http://super.abril.com.br/tecnologia/caimos-golpes-internet-611048.shtml







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